Banco Comum de Conhecimentos
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Banco Comum de Conhecimentos

O Banco Comum de Conhecimentos (BCC) foi

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O Banco Comum de Conhecimentos (BCC) foi desenvolvido utilizando tecnologia analógica tal como post-its coloridos, mas sempre inspirado pela cultura digital P2P. Os alunos passam uma semana a provar a si próprios e aos outros que não só querem aprender muitas coisas, como também têm muito para ensinar. E o que importa não é propriamente o que se ensina e aprende. O que interessa verdadeiramente é a comunicação, a partilha e a interação que surgem durante o ensino e a aprendizagem. O BCC tornou-se pois um “banco de valores” que ligou todos os agentes ativos para que estes pudessem potenciar e disseminar a atividade o mais possível.

O projeto englobou todas as fases do processo criativo: investigação (mapeamento das instituições sociais existentes na zona, tais como associações e centros onde pessoas se reúnem), produção (cartazes, painéis de informação, videoclipes de conhecimento, etc.) e comunicação (é essencial que os participantes mais ativos captem a atenção de terceiros). As regras do jogo eram simples: post-its cor de rosa para fazer pedidos de conhecimento – O que pretende aprender?; post-its verdes para oferecer conhecimento – O que posso ensinar?; e post-its amarelos para sugerir conhecimento que podia ser oferecido por pessoas que estão de qualquer forma relacionadas, mas que não fazem parte do grupo ou da turma (tais como alunos de outras turmas ou escolas, familiares, amigos, vizinhos, etc.). Posteriormente, o mapa de interesses de cada grupo foi exibido num quadro, onde os post-its foram organizados de acordo com temas ou zonas de interesse: desporto, tecnologia, sociedade, humanidades, corpo humano, etc.

Implementado na escola secundária Antonio Domínguez Ortiz, numa zona estigmatizada pelos meios de comunicação social, vista como um centro de venda ilegal de drogas, o BCC foi uma pequena revolução, capaz de promover “boas práticas” e difundir uma imagem positiva do liceu e do bairro. Não só transformou a escola em alguns aspetos durante uma semana, como também afetou a sua reputação. Os sinais incluíram: uma resposta do conselho diretivo, o interesse dos meios de comunicação, a autocrítica e mudança de atitude por parte de alguns professores (que estava muito céticos no início). O projeto terminou com uma “feira de partilha de conhecimento móvel” na escola, que utilizou a matemática, a física, a música, a mecânica e a educação física para fazer face aos pedidos e ofertas que os vários “investigadores” identificaram dentro e fora da escola durante a semana.


Localização
Sevilha (Espanha)

Organizações
Platoniq
ZEMOS98
Instituto Antonio Domíguez Ortiz